Publicado em 06/07/2026 17:27

Introdução as Festas Sagradas de Israel

Autor: Administrador ITS

Introdução as Festas Sagradas de Israel

1 - Introdução das festas do Senhor:

“...Estas são as solenidades do SENHOR, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado...” (Lv.23:4).

As três épocas de Festas:
O Senhor ordenou que fossem observados três períodos de festas, todos os anos, pelos filhos de Israel.
“...Três vezes no ano me celebrareis festa; A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de abibe; porque nele saíste do Egito; ninguém apareça vazio perante mim; e a Festa da Sega dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita à saída do ano, quando tiveres colhido do campo o teu trabalho...” (Ex.23:14-16).
Três festas principais: eram observadas anualmente. Páscoa, Pentecostes e tabernáculos (também conhecida como Cabanas ou Tendas Temporárias) e cada uma tinham três festas secundarias, observadas ao mesmo tempo – uma após outra. Pentecostes era realizado cinqüenta dias após a Páscoa e não tinha nenhuma festa secundaria associada a ela.
O seguinte esboço sumariza as Épocas, os nomes e as partes das festas:
1. Abril (abibe - abibe) – Páscoa (seguida pelas festas dos pães asmos e da oferta dos feixes e primícias).
2. Junho (sivan - sivan) – Pentecostes.
3. Setembro / Outubro (ethanim - ethanim) – Tabernáculos (precedida por trombetas e o dia da expiação).

Três aspectos das festas:
As sete festas do AT. São como um calendário cobrindo 3500 anos de historia espiritual (Época de Moises – Segunda Vinda de Cristo). E elas nos mostram:
• Como Deus lidou com seu povo no passado;
• O que Ele queria que eles fizessem no presente; e:
• Como trabalharia com eles no Futuro.
Elas são um “Cronograma” divinamente preparado, mostrando o que Deus está fazendo com o Seu povo e com a humanidade.
Veremos neste estudo como Deus já provou a importância destas festas. Mostraremos ainda um pouco sobre a maneira pela qual Deus usará as festas como um “Cronograma” para o futuro.
Como foi afirmado anteriormente, estas festas tem 3 aspectos principais;

1 – Aspecto Passado (histórico): As festas são celebradas em memória de algo que Deus já fez. Deus deixa memoriais dos Seus feitos milagrosos. Eles são importantes e devem ser respeitados, ao invés de serem destruídos.
a – A páscoa aponta para traz e nos faz lembrar de eventos relacionados com a libertação de Israel do Egito.
b – Pentecostes comemora os acontecimentos no Sinai, quando Deus apareceu para dar a Moises os dez mandamentos. “...E aconteceu ao terceiro dia, ao amanhecer, que houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial...” (Ex.19:16).
c – Tabernáculos era para relembrar os israelitas dos anos em que habitaram em tendas no deserto, que num sentido espiritual, “...Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra...” (Hb.11:13).

2 - Aspecto Profético (futuro): As festas apontavam para algo que Deus faria. Por exemplo, Jesus foi crucificado na Páscoa, ressuscitou na festa da Oferta dos feixes das Primícias, e derramou Seu Espírito Santo sobre os discípulos que O aguardavam cinqüenta dias mais tarde na festa de Pentecostes.
Nenhum destes eventos foi acidental. Foram épocas e estações divinamente designadas, cumprindo os aspectos proféticos das Festas. Os aspectos proféticos de Tabernáculos virão num futuro próximo na consumação da Era da Igreja.

3 – Aspecto Pessoal: O significado destas festas deve ser cumprido em nossas vidas. Cristo, por exemplo, precisa ser recebido como nosso cordeiro Pascal – a nossa libertação do pecado e do inferno. “...Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós...” (1Co.5:7).
Todos nós precisamos ser batizados no Espírito Santo e experimentar o nosso próprio Pentecostes. Jesus nunca enviou a ninguém para pregar ou ministrar sem primeiramente ordenar que a pessoa fosse capacitada com o Espírito. “...E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes; Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias...” (At.1:4-5).
Aprenderemos mais sobre a Festa dos Tabernáculos mais tarde neste mesmo compendiolo.

Porque as festas eram observadas?
Muitas vezes usamos a palavra “Festa” para descrevermos um banquete de celebração, como uma festa de casamento. Esta não é a única maneira pela qual esta palavra esta sendo usada mo contexto das festas do Senhor.
As Festas do Senhor no AT. eram também reuniões santas, e às vezes solenes, de todos os varões de Israel. “...Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão diante do SENHOR...” (Ex.23:17).
Cada uma das festas esclarece realidades espirituais especificas cumpridas no NT. e na Era da Igreja.
No AT. estas realidades são descritas simbolicamente através de atos e rituais religiosos. Os rituais eram meras “sombras”, “tipos’, ou “ilustrações” que falavam profeticamente sobre algo que Deus faria no futuro.
1 - Um relacionamento É Honrado: as festas não eram meras festivais alegres. Eram também ocasiões sérias e importantes, nas quais Israel honrava ao Senhor por Seu relacionamento com eles. Os israelitas formavam uma nação singular, com um relacionamento especial com Deus. As festas eram uma maneira de relembrá-los disto.
Como foi afirmado anteriormente, a Páscoa era um memorial eterno de como Deus os protegeu e os libertou do Egito. Pentecostes era um memorial da entrega da lei e dos acontecimentos do monte Sinai. Tabernáculos rememorava os anos em que eles viveram em habitações temporárias ( tendas, abrigos de galhos, habitações temporárias – como fazem atualmente os ciganos) no deserto.
2 – Uma necessidade é reconhecida: as Festas estavam ligadas também a épocas da agricultura – as colheitas e as chuvas. Nas épocas das Festas, Israel reconhecia a necessidade de Deus abençoar as colheitas, rebanhos e manadas.
As nações pagãs ofereciam sacrifícios humanos, faziam “danças da chuva” e outros rituais com propósitos semelhantes.
Os israelitas forma instruídos a fazerem certas ofertas de suas colheitas como uma declaração de fé, ou seja, uma declaração de que era Deus quem supriria as suas necessidades.

As Festas na época do Novo Testamento:
Da primeira festa da Páscoa no Egito, na época de Moises, até a chegada de Jesus passaram-se aproximadamente quatorze séculos (1400 anos).
1 – Observadas por homens devotos: Na época do NT. os judeus já haviam sido dispersos por todo o mundo. Na primeira comemoração de Pentecostes após a ressurreição de Jesus, a Bíblia confirma que haviam; “...E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu...” (At.2:5), em Jerusalém para esta festa de Pentecostes.
Isto mostra que a maioria dos judeus não estava mais observando o mandamento de viajar para Jerusalém. Somente os devotos estavam fazendo esta dispendiosa e perigosa jornada de terras distantes para honrarem o mandamento de Deus referente às festas.
Sempre que estas festas eram observadas tornavam-se uns quadros vivos profético, apontando para algo que Deus faria. Houve longos séculos antes e durante o cativeiro de Israel na Síria e na Babilônia em que as festas não forma observadas regularmente em Jerusalém. Sob a liderança de Neemias e Esdras, a observância foi restaurada, mas mencionaram com tristeza que: “...E acharam escrito na Lei que o SENHOR ordenara pelo ministério de Moisés que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês; Assim, o publicaram e fizeram passar pregão por todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte e trazei ramos de oliveira, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito; Saiu, pois, o povo, e de tudo trouxeram e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, e nos seus pátios, e nos átrios da Casa de Deus, e na praça da Porta das Águas, e na praça da Porta de Efraim; E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fez cabanas e habitou nas cabanas; porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria...” (Ne.8:14-17). Isto significa mais de quinhentos anos de não observância.
A observância destas festas era uma declaração de fé - fé em ação. Elas eram uma confissão de que o Senhor Soberano tinha um plano para Israel e para as nações dos gentios. Em Seu tempo ( ou seja, nas épocas determinadas), Deus agirá e “...e ele destruir, e encerrar, ou juntar, quem o impedirá?” (Jô.11:10).
A grande maioria dos israelitas não compreendia o profundo significado das festas que celebravam.
Os homens devotos, no entanto, continuariam a obedecer e a honrar a Deus na observância delas.
2 – O Significado Profético Revelado: Alguns tentavam descobrir o que estas coisas significavam: “...Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir...” (1Pe.1:10-11).
Imaginem só a sensação de alegria e emoção quando Pedro se levantou naquele primeiro Pentecostes, cristão e disse: “...Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel...” (At.2:16). Sob orientação divina, Moisés instituiu a festa de Pentecostes (Colheita). Joel falou sobre o seu significado profético. Pedro anunciou o cumprimento deste grande quadro vivo profético na primeira festa de Pentecostes após a ressurreição de Jesus.
Um grande véu foi removido, e o significado profético da páscoa e do pentecostes foi subitamente revelado à multidão de judeus devotos que constituíam a platéia de Pedro. Isto resultou num arrependimento que era mais do que uma tristeza por causa do pecado. Os judeus cristãos, começaram a ver toda a sua herança judaica sob uma nova luz. Entenderam que Jesus era a figura central sobre a qual os profetas haviam falado. “...E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos...” (Lc.24:46).
A Igreja nasceu naquele dia de Pentecostes. Naquele momento os homens viram com os “olhos de seu entendimento espiritual” que Jesus era o cordeiro Pascal (1Jo.1:29; 1Co.5:7).
“...Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar; E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa; De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas...” (At.2:36-41).

Tempos de Refrigério Espiritual:
“...Estas são as solenidades do SENHOR, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado...” (Lv.23:4)
É este mesmo Espírito de revelação que nos levou a examinarmos uma vez mais as festas do Senhor .
Talvez já seja tempo de um Pedro da atualidade novamente se levantar e dizer: “...Isto é o que foi dito pelos profetas...”para incender nossos corações com a conscientização de que estamos celebrando novamente o aspecto profetico de algumas das festas em sua época espiritual!
Há três épocas nas quais as festas são observadas:
• Páscoa.
• Pentecostes.
• Tabernáculos.
É isto o que significa as festas observadas em suas épocas: “...Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor...” (At.3:19).
Num sentido espiritual, há épocas ou períodos, durante os quais as realidades espirituais (re-avivamento ou tempo de refrigério) retratadas pelas festas são experimentadas.
Isto tem acontecido na historia da Igreja quando uma determinada ênfase ou experiência de avivamento vem para toda a Igreja. Exemplos disto serão relatados em cada festa deste compendiolo.

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